
ABALOS… TREMORE(S)
“Estou no que exala de mim,
entre o sopro primeiro
E as cinzas do EU-Vulcão”
ABALOS… TREMORES
Abalos… tremores
Sísmicos ou existenciais
Rasgam fundo o que sou
Sem pedir sinais
E emergem sem aviso
Do escuro que escondi
Deixando marcas densas
Que nem sei medir
Não são erros do acaso
Nem ruídos sem razão
Há um pulso antigo
Batendo no chão
Abalos… tremores
Algo em mim quer renascer
Entre ruínas e dores
Há um novo amanhecer
Se a terra em mim se move
Não é só pra destruir
É pra abrir caminhos
Que eu não quis seguir
Na crosta são ajustes
Silêncios a ceder
Em mim viram batalhas
Que insistem em doer
Embates invisíveis
Que ninguém mais vê
Entre o que eu fui ontem
E o que eu vou ser
Enfermidades da alma
Que o tempo não disfarça
Mas até a dor ensina
Quando a vida passa
Abalos… tremores
Algo em mim quer renascer
Entre ruínas e dores
Há um novo amanhecer
Se a terra em mim se move
Não é só pra destruir
É pra abrir caminhos
Que eu não quis seguir
Quem de nós não guarda um vulcão?
Quem de nós nunca transbordou?
Em ebulições silenciosas
Já queimou… já chorou…
Fumaça nos olhos
Cinzas no chão
Mas até das cinzas
Pulsa um coração
Abalos… tremores
Reescrevem o que eu sou
Entre perdas e dores
Algo em mim floresceu
Se a terra em mim se move
Hoje eu posso entender
É a vida insistindo
Pra eu não me perder
Abalos… tremores…
Semeiam em mim
O que ainda vai nascer…
“Estou no que exala de mim,
entre o sopro primeiro
E as cinzas do EU-Vulcão”
ABALOS… TREMORE(S)

***
#MEMORIAL Recantista#
Divulgue...
um #IMORTAL#
https://coletivomemorialrecantistainclusivo.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=7937154
pois...
AQUELE QUE É LEMBRADO
NÃO MORRE!!!
***
"Vivo Entre o Além do Céu
e o Aquém do Chão".
Ouçam "ESCADAS" (click)