
“Entre Palavras e Silêncios”
O falar
que não se faz...
O que foi que se perdeu no caminho?
Em que curva a gente se distraiu?
Tanta voz gritando nos ouvidos
Mas o gesto... esse sumiu
Muito se fala, ecoa no vento
Promessas cheias de intenção
Mas quando a vida pede atitude
Fica vazia a própria mão
Teoria sobe em palanques altos
Prática anda descalça no chão
O que um dia foi luz nos olhos
Hoje é dúvida no coração
Falar e fazer...
Quem vai juntar?
As pontes quebradas
Quem vai cruzar?
Muito se fala
E pouco se vê
O mundo implora
Por mais fazer
Falar e fazer...
Onde ficou?
O amor que a gente
Só discursou?
Se a voz é forte
Que seja também
Na atitude de ir além
Antes do verbo, havia presença
Olhar dizia mais que mil sons
Mãos construíam entendimento
Sem precisar de explicações
Mas aprendemos novas linguagens
Escrevemos a própria razão
E esquecemos no meio das frases
De escutar o coração
Palavras podem ser sementes
Ou tempestades sem direção
Quando o amor vira só discurso
Perde a força da ação
Falar e fazer...
Quem vai juntar?
As pontes quebradas
Quem vai cruzar?
Muito se fala
E pouco se vê
O mundo implora
Por mais fazer
E as guerras seguem lado a lado
Com promessas que não vão vingar
Se a verdade mora no gesto
Por que é tão difícil praticar?
Será que o erro foi esquecer
Que o simples já bastava ser?
Menos palavras, mais presença
Talvez aí a gente vença
Falar e fazer...
Tem que alinhar
O que a boca diz
E o que vai mostrar
Chega de ecos
Sem direção
Que o amor desça
Pro chão da ação
Muito se fala...
Muito se fala...
Mas ainda dá tempo...
De fazer...
Ainda dá tempo
de mais se fazer
e menos
se dizer...
Ainda dá tempo...
(Ainda dá tempo...)
Ainda dá tempo...
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#MEMORIAL Recantista#
Divulgue...
um #IMORTAL#
https://coletivomemorialrecantistainclusivo.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=7937154
pois...
AQUELE QUE É LEMBRADO
NÃO MORRE!!!
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